Guiné-Bissau: Diplomatas, políticos e empresários impedidos de sair do país
Bissau - O Comando Militar proibiu cerca de sessenta pessoas de saírem da Guiné-Bissau até que seja emitida nova ordem.
De acordo com a ordem de interdição Nº 1, a que a PNN teve acesso, as referidas pessoas não podem sair do país até que a Guiné-Bissau volte à tranquilidade política e militar.
Entre as pessoas visadas constam Nelson Medina, actualmente Director da Aldeia SOS Guiné-Bissau, cargo que lhe dá estatuto de diplomata no país, assim como, quase na sua totalidade, os membros do Governo de Carlos Gomes Júnior.
Desta lista fazem parte Maria Adiatu Djalo Nadingna, António Óscar Barbosa, Luís Oliveira Sanca, Luís Barros, o director-geral da Televisão da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, Artur Silva, Botche Cande, Adelino Mano Queta, Maria Helena Noseline Embalo, Denis Cabelon Na Fantcham-na, Soares Sambu e Augusto Olivais.
Constam ainda Incauba Djola Indjai, Lino Lopes, de Serviço de Informação do Estado, Braima Camara, o Presidente da Câmara de Comércio, Desejado Lima da Costa, Manuel saturnino Costa Saico Balde, o Presidente de Conselho de Administração da Administração dos Portos da Guiné-Bissau, Lucinda Gomes Barbosa Auhokarie, entre outras individualidades.
Ficaram de fora José Mário Vaz, ministro das Finanças, e Tomás Gomes Barbosa, secretário de Estado das Pescas.
Contactada pela PNN, uma fonte da Direcção Geral da Migração e Fronteiras da Guiné-Bissau confirmou a entrada desta ordem de interdição, datada de 9 de Maio, em todos os postos de fronteiras terrestres, marítimas e aéreas da Guiné-Bissau.
O anúncio desta medida vem na sequência das sanções anunciadas na passada semana às chefias militares da Guiné-Bissau pela União Europeia, entre os quais constam António Indjai, Chefe do Estado Maior General das Forças armadas da Guiné-Bissau.
(c) PNN Portuguese News Network
2012-05-14 17:28:55
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