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Com líderes partidários

Cabo Verde: Primeiro-ministro concerta posições sobre a Guiné-Bissau

Praia - O Primeiro-ministro cabo-verdiano encontra-se, esta quarta-feira, 16 de Maio, com os partidos políticos para concertar posições sobre a Guiné-Bissau, no momento em que o arquipélago assumiu uma posição frontal contra a da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

No passado sábado, José Maria Neves afirmou que Cabo Verde é totalmente contra a nomeação de um Governo de transição na Guiné-Bissau, que mais não é do que a legitimação do golpe de Estado perpetrado por militares a 12 de Abril, e não reconhece as novas autoridades.

Ao reunir hoje com os líderes dos partidos com assento parlamentar, o Chefe do Governo pretende dar a conhecer detalhes da cimeira extraordinária da CEDEAO realizada a 3 de Maio, em Dakar, na qual a organização regional mudou o discurso depois de, num primeiro momento, ter exigido a reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Este encontro surge um dia após a União Africana ter divulgado uma lista de militares e civis guineenses que são alvo de sanções por terem apoiado o golpe de Estado e de o Departamento de Estado norte-americano ter mudado ligeiramente a sua posição sobre a situação na Guiné-Bissau.

Este Domingo, 13 de Maio, os EUA revelaram uma nota na qual «saudavam» a nomeação de Serifo Nhamadjo, «negociada pela CEDEAO, como líder de um Governo de transição» e apelaram aos «actores para aceitarem e trabalharem» com o Presidente interino.

Esta terça-feira, 15 de Maio, o Departamento de Estado emitiu uma nova nota em que reconhece a posição da CEDEAO, mas sem expressar apoio nem fazer qualquer referência a Serifo Nhamadjo, e defende o restabelecimento «do estado de direito constitucional e os princípios democráticos» naquele país africano.

Nos círculos políticos da capital cabo-verdiana, a ronda de reuniões de hoje entre o Primeiro-ministro e os líderes partidários, está a ser interpretada como um acção de procura de apoio político público à posição do Estado de Cabo Verde, defendida tanto pelo Presidente da República como pelo Chefe de Estado.

Um diplomata cabo-verdiano que pediu o anonimato acredita que a iniciativa de José Maria Neves «pode visar uma maior visibilidade externa da posição do arquipélago, aproveitando os laços históricos entre os dois povos e a credibilidade do país em matéria de democracia, já que somos considerados um exemplo em África», particularmente pelos próprios EUA.

Aquela fonte disse à PNN que a mudança de posição do Governo americano pode indicar o início de uma nova pressão sobre a CEDEAO, em concertação com as Nações Unidas, a União Africana e a CPLP, «iniciativa em que Cabo Verde estaria na frente por ter defendido sempre o regresso à ordem institucional».

Ao meio dia de Lisboa, 10 horas em Cabo Verde, o Primeiro-ministro recebe o Secretário-Geral do PAICV, no poder, Armindo Maurício, seguido do presidente da UCID, António Monteiro, e do líder do MpD, Carlos Veiga, os dois últimos na oposição.

Não se sabe, no entanto, se José Maria Neves irá abordar com os líderes partidários a polémica em torno de eventuais desavenças entre ele e o Presidente da República a propósito da presença de Cabo Verde na cimeira extraordinária da CEDEAO, segundo revelou a imprensa.

Apesar de tanto Jorge Carlos Fonseca como José Maria Neves terem tentado desmentir as informações sobre um forte desentendimento entre os dois palácios sobre quem deveria representar Cabo Verde na cimeira, o certo é que continuam a existir sinais que apontam para um certo mal-estar entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro.

Depois das reuniões, tanto o Chefe do Governo como os líderes partidários deverão revelar as suas posições sobre o assunto.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-05-16 13:13:41

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