Guiné-Bissau: FRENAGOLPE desencadeia acção de desobediência civil
Bissau – A Frente Nacional Anti-Golpe (FRENAGOLPE), anunciou, a 18 de Maio, uma acção de desobediência civil a nível de todo o território nacional, contra o poder recém-instalado na Guiné-Bissau.
A FRENAGOLPE é uma estrutura criada pelos partidos políticos que apoiaram o candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), nas Presidenciais antecipadas de 18 de Março.
«A desobediência civil é uma das formas de luta para invertermos este Governo imposto ao povo da Guiné-Bissau pela CEDEAO», referiu o Secretário Executivo da FRENAGOLPE, Inacuba Djola Indjai.
Trata-se de uma organização na qual integram várias organizações sociais e juvenis do país, que continuam a reclamar a reposição da legalidade constitucional.
Numa conferência de imprensa realizada a 18 de Maio, em Bissau, Inacuba Djola Indjai voltou a condenar o golpe e os seus apoiantes, incluindo a CEDEAO, pela posição assumida nos últimos tempos relativamente à crise guineense.
«A CEDEAO não pode impor aos guineenses um Presidente não eleito nem um Primeiro-ministro não eleito, por isso, não reconhecemos estas instituições que se consumaram com o golpe de Estado protagonizado pelo Comando Militar», disse Inacuba Djola Indjai.
Interrogado sobre a presença de Carlos Gomes Júnior e de Raimundo Pereira em Lisboa, o responsável da FRENAGOLPE disse estar satisfeito, tendo recordado que esta era uma das exigências da sua organização, quando os dois ainda se encontravam em Abidjan.
No encontro, usou palavras do Secretário para Informação do PAIGC, Fernando Mendoça, que denunciou ter sido perseguido, tal como muitas outras pessoas em todo o país.
Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
2012-05-21 12:58:10
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