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13 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar

Instabilidade securitária a norte do Mali

Bamako - O impasse político e a degradação securitária das várias cidades do norte do Mali, incluindo a célebre Tombuktu, controladas pelos rebeldes tuaregues independentistas e grupos islamistas com ligações à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, têm vindo a gerar uma forte preocupação na Comunidade Internacional, sobretudo em função dos relatos e testemunhos recolhidos das atrocidades cometidas sobre as populações.

A Junta militar responsável pelo golpe de Estado que derrubou o regime do Presidente Amadou Touré, devido à incapacidade do Governo para conter a rebelião tuaregue no norte do país, tem demonstrado incapacidade para lidar com a situação a norte.

Em Bamako, capital do país, os malianos demonstram cada vez maior vontade numa intervenção rápida e imediata das tropas da CEDEAO, a fim de libertarem os seus «irmãos» do sofrimento sem precedentes por que estão a passar nas cidades ocupadas.

O testemunho de um cidadão maliano é elucidativo da deterioração da situação humanitária do Mali: «Hoje falei com um amigo que me emocionou no relato das coisas terríveis que foi descrevendo. Ele era professor de uma pequena escola numa aldeia, não muito longe da cidade de Timbuktou, quando uma nuvem de poeira amarela fez acreditar aos aldeões que era o fim do mundo tendo a aldeia debandado das suas casas, permanecendo apenas ele, a sua esposa e cunhada. Decidiu então deixar a aldeia e fugir também para Timbuktu. Porém, à entrada da cidade foi abordado por um bando de homens armados que violaram a sua cunhada deixando os três traumatizados, encontrando-se agora os três em Mopti, paralisados pelo medo.»

Para este maliano, outros relatos de que tem tido conhecimento, demonstram o estado caótico que vive o norte do país: «Outro relato que me foi feito chegar foi o do meu grande amigo Oumou A. que conseguiu trazer grande parte da família. Digo quase, porque a sua mãe teve que ficar dado que a avó já não podia fazer uma viagem tão longa. Agora encontram-se as duas retidas em casa a orar à espera que lhes entrem em casa para pôr termo às suas vidas.»

O testemunho refere ainda que «aqueles que permanecem no norte são milhares e todos enfrentam uma situação aterradora no norte do país».

A total violação dos direitos humanos, torturas e execuções são relatadas pelos media ocidentais sem que seja conhecida qualquer reacção para reposição da ordem constitucional do país, integridade do território ou negociações entre Junta Militar e insurgentes.

Por outro lado, a instabilidade securitária, o tráfico de armas e de droga por parte dos grupos que controlam o norte do país para além das fronteiras do Azawad tem vindo a causar grande preocupação regional.

Neste contexto, a CEDEAO tem-se desdobrado em contactos com o Governo maliano, a fim de encontrar uma resolução para crise, sem ainda ter sido possível chegar a um acordo, que permita a entrada de tropas.

Teme-se que a todo o momento se possa assistir a uma contra-ofensiva a partir da capital pelos malianos que ambicionam pela devolução de um Mali unido, a República do Mali e que a situação se torne ainda mais grave.

Num país com cerca de 13 milhões de pessoas a necessitar de ajuda alimentar, a situação do país pode agudizar-se ainda mais.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-06-27 13:31:10

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