São Tomé e Príncipe: Governo vai criar «Loja do Povo»
São Tomé – O Governo vai criar uma «Loja do Povo», que assumirá directamente a comercialização de alguns produtos básicos a preços mais acessíveis.
A medida surge «para estabilizar a situação dos santomenses». A decisão política foi anunciada pelo Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ao falar do estado da nação numa grande entrevista concedida apenas aos órgãos audiovisuais estatais da comunicação social (Rádio Nacional e Televisão Santomense).
A iniciativa de falar ao país acontece quando se fala de uma hipotética manifestação que está a ser organizada pela oposição oficialmente não identificada mas, como afirmou, «tem um rosto».
O motivo é a subida de preços de alguns produtos básicos, nomeadamente
O arroz e o tomate.
«O Governo aprendeu a lição» e esta resposta pode vir a «afectar» alguns operadores económicos, tendo em conta que o mercado está liberalizado.
A modalidade de funcionamento e a data da abertura da referida loja serão conhecidas posteriormente.
Patrice Trovoada avisou ainda que as manifestações podem ser respondidas com contra-manifestações favoráveis ao Governo.
O Chefe do Executivo garantiu que tem procurado dialogar com os partidos da oposição e os parceiros sociais para se irem encontrando soluções para os problemas do país. Ele pediu aos opositores que se deixem de «politiquices», porque «o país é de todos».
«Os meus opositores que pretendem amanhã governar São Tomé e Príncipe, que contribuam para encontrar as respostas. Mas não instiguem essas pessoas, não ponham ainda mais o dedo na ferida a dizer para saírem à rua, (…) quando eles próprios não têm solução. Considero isso irresponsável».
A «Loja do Povo» já existiu nos primeiros anos da independência. Patrice Trovoada que admitiu que o «Governo tem deficiência de comunicação» pretendeu, com a entrevista, esclarecer também a população sobre o que o Executivo tem feito nestes dois anos.
Prometeu ainda divulgar o «Masterplan» para o desenvolvimento do país, a partir da próxima semana.
Durante o programa, o Primeiro-ministro referiu-se aos esforços para obter receitas internas e mobilizar investimento privado, reiterou que os tribunais estão a funcionar mal e qualificou de «boas» as relações com o Presidente da República, Manuel Pinto da Costa.
Mostrou-se convencido de estar «no bom caminho», porém, a caminhada vai exigir trabalho, esforço e sentido de responsabilidade.
«Nós estamos numa fase em que o país precisa de diálogo, concertação e estabilidade para ultrapassarmos esse período crítico», sublinhou.
O 14º Governo constitucional entrou em funções a 14 de Agosto de 2010.
(c) PNN Portuguese News Network
2012-07-03 16:16:41
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