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60 salas de aula

São Tomé e príncipe: Escolas com painéis solares

São Tomé - A cooperação portuguesa está apoiar o país na electrificação de 60 salas de aula em 30 escolas de zonas rurais, com painéis solares.

Os adultos que frequentam os cursos de alfabetização, particularmente mulheres, são os principais destinatários. E, consequentemente, as crianças que estão no ensino básico também beneficiam.

Olímpia Guadalupe fez a 4ª classe através da alfabetização. Ela mora na comunidade de Santa Luzia, no distrito de Lobata.

«A instalação do painel solar é boa para nós. Já podemos estudar de noite», declarou Olímpia Guadalupe à PNN.

Caso contrário, teriam que alterar a sua rotina para frequentarem aulas entre as 14 horas e as 16 horas, ou entre as 16 horas e as 20.30 horas, dependendo dos casos e das localidades.

«Decidimos ajudar o Ministério de Educação, Cultura e Formação de São Tomé e Príncipe na melhoria do acesso à educação de pessoas adultas e por arrastamento dos mais novos que utilizam as salas de aula. Com os painéis solares em escolas longínquas onde a energia da EMAE não chega, nem vai chegar nos próximos anos, já podem ter iluminação durante a noite para poder estudar sem grandes custos e, com alguns cuidados, esperamos que por muitos anos», explicou a coordenadora local da TESE-ESF, Maite Mendizabal.

Por outro lado, dez salas de gestão com computador e impressora vão ser instaladas em igual número de escolas.

Os estabelecimentos de ensino que terão tais salas foram identificados em função do número de alunos que justifique ter o kit. Têm, em média, 500 ou mais alunos ou estão muito afastadas de capitais distritais.

«As salas de gestão servem para apoiar os professores nas suas actividades. Com falta de energia, têm sérias dificuldades em preparar o material pedagógico para os alunos e os testes. Nessas salas vão ter acesso às novas tecnologias para prepararem as aulas de forma mais moderna. Pretende-se, com isso, não só melhorar o acesso, mas também a qualidade da educação», reforçou Mendizabal.

«Quando chove, algumas crianças têm dificuldades de visão e agora com a luz nas salas de aula as crianças dizem aos professores que estão a ver melhor. Quando a sala estivesse às escuras por causa da chuva, interrompíamos as aulas e passávamos para uma outra actividade, como a música ou dança, no sentido de manter os alunos ocupados até que o tempo melhorasse», relatou o responsável da Escola de Santa Luzia.

Cosme Bom Jesus qualificou de «acolhedora e necessária» a iniciativa da cooperação portuguesa em apoiar o país com a iluminação da escola, através do painel solar.

A directora do Ensino para Jovens e Adultos, Helena Bonfim, que também elogiou a medida, avançou que uma proposta foi submetida ao Ministério de Educação, Cultura e Formação, para evitar o retorno do analfabetismo.

«Porque alfabetizar as pessoas – já tivemos essa experiência – passado algum tempo já esqueceram quase tudo. Estamos a esforçar-nos para fazer um novo currículo, elevando assim o nível até ao 6.º ano. Quando as pessoas amadurecem na leitura e na escrita adquirem mais experiência e não esquecem com tanta facilidade. Nós temos essa situação em Dona Augusta e Ribeira Peixe, na zona sul. Na região norte, Santa Catarina e as comunidades das redondezas, assim como algumas de Lobata», esclareceu.

O projecto tem a duração de 2 anos. Começou em Janeiro de 2011 e vai terminar no início de 2013. Está orçado em 255 mil euros, dos quais 75% correspondem à contribuição do Instituto Português de Ajuda ao Desenvolvimento e 25% do Governo são-tomense.

Pretende garantir-se o envolvimento da comunidade na preservação dos equipamentos. Foram criados comités de gestão dos painéis solares formados por um professor ou responsável da escola, uma aluna de alfabetização e por um membro da comunidade.

São eles que vigiam o bom funcionamento do sistema, através da limpeza dos painéis, verificação dos cabos da bateria, entre as pequenas actividades de manutenção.

Por outro lado, há uma equipa de sensibilização no terreno que está a trabalhar com os membros da comunidade, incluindo crianças, no sentido de proteger e manter os painéis solares.

Entretanto, electricistas locais e estudantes do último ano do Politécnico receberam uma formação intensiva de 2 semanas e estão preparados para fazer a instalação e a manutenção dos painéis solares.

No final da formação, os melhores foram recrutados para esses trabalhos. No caso de alguma avaria são chamados pelos comités de gestão para fazerem as reparações necessárias.

O seu impacto pleno começará a partir do próximo ano lectivo. Porque quando se iniciou o ano lectivo 2011/2012, os painéis solares ainda não tinham sido instalados e as aulas não foram planificadas, tendo em conta a existência de energia nas salas de aula.

Este projecto está alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento do
Milénio e pretende contribuir para erradicar a pobreza extrema e a fome, promover a igualdade de género, empoderar as mulheres e reduzir em dois terços a mortalidade infantil até 2015.

A Associação para o Desenvolvimento, TESE, actua fora de Portugal através de Engenheiros Sem Fronteiras. A abordagem está centrada na sustentabilidade dos projectos, e neste caso, no melhor aproveitamento dos recursos renováveis do país, reduzindo a dependência energética.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-07-12 11:27:53

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Comentários

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Comentários
  
ANCA  2012-07-12 18:37:42
Muito bem

Ao Governo, á cooperação portuguesa, as entidades responsáveis, a sociedade cívil.

A educação e formação de qualidade é fundamental, para se inverter o modo pensar, ser e estar.
Pois que mudando o modo de pensar, ser e estar, com investimento no sector da educação e formação, é potenciar a redução futura, da fome, miséria epobreza extrema, em que mais de 70% da nossa população se encontra.

Nesta acepção, a energia electrica, é um bem primordial, para levar a cabo este, objectivo.

Bem Haja

Necessário, se torna levantamento dos dados estatísticos(dados actualizados), sobre níveis de anafalbetismo e abandono escolar, acesso e de escolaridade no País, muito particularmente na regiões rurais, com incidência, na classe feminina, bem como investimento, em equipamentos de Formação/Qualidade, Escolas Tecnicas, Curos Técnico, Tecnologias de Informação e Comunicação, bem como a capacitação das diferentes, classes das populações, nas localidades interior rural, que possam permitir no futuro a transformação, progresso e desenvolvimento sustentável, dessas regiões, pois que cada uma insere a sua especificidade e funcionalidade económica.

Através de parcerias estratégicas, conseguiremos.

Pratiquemos o bem

Pois o bem

Fica-nos bem

Deus abençoe São Tomé e Príncipe


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