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Em carta aberta

Presidente da LDH acusa Armando Guebuza de estar a «destruir o país»

Maputo – A Presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, um dos rostos mais visíveis da sociedade civil, acusou o Chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, de estar a «levar o país ao abismo» e a «enriquecer os seus familiares e pessoas próximas».

Numa carta aberta bastante assertiva, distribuída às redacções da comunicação social, Alice Mabota disse que a população está a pagar caro pela «ganância e desmedida ambição pelo dinheiro por parte de Armando Guebuza».

A situação, segundo Mabota, está a colocar o país numa situação de autêntica miséria ante a insensibilidade da actual classe de dirigentes nomeados e liderados por Armando Guebuza.

Alice Mabota critica ainda Graça Machel, antiga esposa do Primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, a actual mulher de Nelson Mandela, de estar a conviver e a fazer negócios com uma pessoa (Armando Guebuza), de quem o seu marido sempre falou pela negativa.

«Como consegue viver, conviver e fazer negócios com esta pessoa, que o seu marido dizia abertamente o que representava para o povo? Que consciência pesa sobre si, esposa que preserva o nome de uma pessoa que, aos olhos do povo, era são a conviver e fazer negócios com quem o seu marido não aceitaria fazer. Para Samora vale mais o povo do que o dinheiro e para si vale mais dinheiro do que o Povo» escreveu a Presidente da LDH.

Segundo Alice Mabota, durante os dois mandatos de Armando Guebuza, «a incompetência dos governantes acentuou-se mais e passámos a ver ministros que nem sequer sabem o que fazem, não conhecem a casa que governam e os problemas dos seus pelouros, e não medem palavras quando se dirigem aos cidadãos. A criminalidade aumentou assustadoramente, os incêndios jamais vistos ocorrem nesta governação. Os raptos sucedem-se e atingem números que assustam, o branqueamento de capitais, o tráfico de órgãos humanos, drogas e armas, fazem parte do sistema de uma forma impune» refere a carta.

A responsável pela organização de direitos humanos mencionou ainda um conjunto de individualidades influentes do partido Frelimo que, na sua opinião, têm estado a assistir de forma impávida aos «desmandos» de Armando Guebuza, nomeadamente Deolinda Guezimane, Graça Machel, Marina Pachinuapa, Mónica Chitupila, Marcelino dos Santos, Jorge Rebelo, Joaquim Chissano, Mariano Matsinhe, Alberto Chipande, Raimundo Pachinuapa, Sérgio Vieira, João Américo Mpfumo, Hama Thai, Óscar Monteiro, Pascoal Mocumbi e Padre Filipe Couto.
MONTEIRO,

Segundo Mabota, é estranho o silêncio destas individualidades perante os «caos da actual governação». Algumas destas personalidades são parceiros de negócio de Armando Guebuza em vários empreendimentos.

(c) PNN Portuguese News Network

2013-09-18 14:01:10

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