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| Sem falar no Parlamento |
| São Tomé e Príncipe: Patrice Trovoada acusa Parlamento de não lhe permitir passar «mensagem» |
| 2010-02-15 13:19:18 |
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| São Tomé – Depois de um longo período de ausência, o secretário-geral do partido de Acção Democrática Independente, Patrice Trovoada, justifica-se. |
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«A nossa ausência deve-se ao facto que não nos é concedido tempo no Parlamento, que são só sete minutos, e estamos, por outro lado, vedados na Comunicação Social, portanto não existe forma do ADI passar a sua mensagem, o que é bastante lamentável», disse Patrice Trovoada.
Diversos quadros têm aderido ao ADI (que tem o seu Congresso marcado para o próximo mês de Março), ficando bem claro que os desertores da União Democrática para o Desenvolvimento (UDD), têm livre-trânsito para regressar ao ADI durante o congresso.
«No próximo congresso de Março o ADI vai banir todos os deputados implicados no escândalo de corrupção denunciado pelo Presidente da República, que legitimou a eleição do presidente da Assembleia Nacional, na coligação do MDFM ed o PCD há quatro anos, porque não tiveram respeito pelos militantes que os elegeram», garantiu Trovoada.
Patrice Trovoada é considerado em São Tomé e Príncipe ausente e misterioso. Durante a entrevista aproveitou para deixar um recado ao partido do PCD: «esta é a opinião dos adversários ensombrados, porque não sabem de que lados estão. Se eu realmente fosse ausente em São Tomé e Príncipe, como é que nas eleições presidenciais tive 39 por cento dos votos?», interrogou.
Esta força política vai concorrer às urnas sozinha e afastou a hipótese de vir a formar um governo de coligação com os dois partidos no poder, nomeadamente o MLSTP/PSD e o PCD. Quanto ao MDFM/PL está ainda em estudo o seu futuro. A ADI tem neste momento todas as atenções viradas para as legislativas e depois sobre as eleições presidenciais, a cerca de um ano.
Está ainda na ordem do dia o desacordo entre a ministra da Defesa, Elsa Pinto e o Presidente do Governo Regional do Príncipe, Tozé Cassandra. O líder do ADI, como segunda força politica no país, tentou minimizar esta disputa.
«A ministra da Defesa não vai prender o Presidente do Governo Regional, porque eu não estou a ver como é possível o Tozé Cassandra entrar numa estação militar, com acesso restrito, para desligar um radar que está ao serviço de todos nós», precisou acerca da questão do radar militar norte-americano instalado no Príncipe.
Trovoada, em nome do seu partido, responsabilizou o MLSTP pelo atraso das eleições no país, porque tinham tempo suficiente para encontrar fundos e têm conhecimento que os deputados terminariam o mandato a 15 de Fevereiro.
O Partido de Convergência Democrática é considerado traidor da coligação porque havia assumido um compromisso e foram eles próprios a fazer questão absoluta de propor disciplina partidária e de votar obrigatoriamente na Coligação MDFM/PCD/.
O Secretário -geral defende o pacto político para uma boa estabilidade no seio da política santomense, com vontade, rigor, transparência e progresso social para todos, de modo a conseguir apresentar a oferta ao leitorado e trabalhar duma maneira mas cívica e pedagógica.
O ADI vai continuar a apresentar a mesma estratégia de há precisamente quatro anos, que se baseia na luta contra a pobreza, um Governo fiel ao leitorado na luta contra a corrupção, força capaz da autoridade de Estado e estar mais próximo das populações com questões como a energia, saúde, educação e alimentação.
O líder incansável do ADI informou o povo de São Tomé e Príncipe que é um partido sério com pretensão de governar e que aposta na próxima votação. «O Governo do MLSTP fala na melhoria da segurança alimentar mas (…) o conceito de segurança alimentar é aumentar a produção e fazer uma política paulatina com hábitos alimentar», acrescentou o Secretário-geral do Adi, Patrice Emery Trovoada.
IM |
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